segunda-feira, 31 de maio de 2010

Collapsing

Por tudo que estou vivendo.
Por tudo que estou morrendo.
Por tudo que penso antes de dormir.
Por tudo que não consigo ignorar sozinho à noite.
Me sinto com o peso do mundo agora.
As paredes desmoronaram sobre mim.
E agora estou caindo nesse abismo.
Cheguei ao fim desse poço.
Não posso mais fazer nada.
Estou quebrado em pedaços.
Pequenos demais para dar importância.
Mas grandes o suficiente para eu me cortar.
Quando pensamos que tudo ocorre bem, nos enganamos aí vem a tempestade e afoga toda a nossa felicidade, inundando os frutos que iam crescer alí.
Agora não me resta mais nada.
Agora nada mais faz sentido.
É como se fosse uma viela estreita e sombria sem luz no fim.
E quando você pensa que essa luz existe, engana-se letalmente.
Agora só me restam palavras de coragem.
Agora só me cabe um destino imaginativo em relação a acontecimentos sóbrios e destrutivos o bastante.
Por que tudo não passa de ilusão.
Por que tudo para mim acabou por aqui.
Trancaram a últma porta aberta.
E agora estou desmoronando em um abismo sem fins lucrativos fluindo fardos cada vez mais pesados.
Tudo trancou-se.
Agora só me resta acreditar que estarei contente com solidão.

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